PROVAS DIAGNÓSTICAS

NÍVEL DE AAT NO SANGUEª¨

Existem varios métodos para determinar o nível de AAT no sangue.  As pessoas com uma deficiência severa de AAT têm um nível de AAT por debaixo do nível considerado "protetor".
MétodoParâmetro NormalNível Protector
Imunodifusão Radial150/200-350/400 mg/dl80 mg/dl
Nefelometria83/120-200/220 mg/dl*50 mg/dl*; 11 µM

Se recomenda comparar resultados de um mesmo laboratório já que os parâmetros normais podem variar de um laboratório a outro.

Standards for the Diagnosis and Management of Individuals with Alpha-1 Antitrypsin Deficiency, AMERICAN JOURNAL OF RESPIRATORY CRITICAL CARE MEDICINE, Vol. 168, Núm. 7, Oct. 2003.

*Valores obtidos por meio das normas comerciais disponíveis.

§Valores comerciais mais comuns--Behring Diagnostics.

Valores obtidos por meio das normas do Registro Alfa-1 dos Institutos Nacionais da Saúde dos Estados Unidos (NIH, por suas siglas em inglês).

NÍVEIS DE AAT OU PROTEINOGRAMA.

Prova de sangue que se medem os níveis no sangue da proteína AAT.

As pessoas com deficiência severa de AAT têm níveis por debaixo 80 mg /dl ou 11m M (10-15 por cento do normal). As pessoas com níveis por debaixo dos 80 mg /dl ou 11 µM estão em risco incrementado de padecer de uma doença pulmonar e /ou de fígado. Importante: Os níveis de AAT só se devem de comparar-se com os de um mesmo laboratório, já que os parâmetros normais variam de um laboratório a outro, dependendo do método utilizado pelo laboratório para realizar a prova:

  • imunodifusão radial (mg/dl) valores comerciais mais comuns disponíveis de Behring Diagnostics
  • nefelometría (mg/dl)
  • valores reais de laboratório (µM) utilizados pelo Registro Alfa-1 dos Institutos Nacionais da Saúde de Estados Unidos

FENOTIPAGEM

Esta prova determina os tipos ou variantes (fenótipos) da proteína AAT que circulam no sangue por meio da técnica de eletroforese (eletroenfoque). Esta prova é de vital importância para detectar aos portadores de genes deficientes, já que algumas vezes estas pessoas podem ter níveis normais de AAT.  Por ser a AAT uma proteína reactiva, seus níveis aumentam em resposta a processos inflamatórios, tumores, infecções; durante a gravidez; ou quando se está baixo tratamento com certos fármacos como; pílula anticoncepcional, danazol e tamoxifén. Por esta razão, se recomenda que se realizem sempre ambas provas para determinar o nível e fenótipo AAT. Além disso, existem fenótipos raros que apresentam níveis normais baixos, mas a função da proteína AAT é disfuncional (véja-se fenótipos disfuncionais, mais embaixo).

COMO SE REALIZA A FENOTIPAGEM?

Classificação das variantes da proteína AAT. As variantes da AAT identificam-se como fenótipos (Pi* ou inibidor das proteases) com letras do alfabeto. Foram identificadas mais de 100 variantes da proteína AAT.

Rango de níveis séricos de AAT de acordo ao fenótipo*ª

 

Fenótipo

Valores Reais de Laboratório (µM)

Valores Utilizados Comercialmente Behring Diagnostics (md/dl) pelo Método de Inmunodifusão Radialª

M1M1

20-53

150-350

M1Z

12-28

90-210

SS

13-27

100-210

SZ

10-16

75-120

ZZ

2.5-7

20-45

NullNull

0

0

*Tomado o documento "Guide to Interpretation of Alpha-1 Antritrypsin Phenotypes" do Dr. Mark L. Brantly. Os valores reais de laboratório estão expressados em micro molares (µM) e são as unidades utilizadas pelo Registro Alfa-1 dos Institutos Nacionais da Saúde dos Estados Unidos (NIH, pelas suas siglas em inglês). Os valores mais comuns utilizados comercialmente (md /dl) são os de Behring Laboratories que utiliza método de infunodifusão radial.

ªSe recomenda comparar resultados de um mesmo laboratório já que os parâmetros normais podem variar de um laboratório a outro.

Os alelos ou variantes da proteína AAT classificam-se da seguinte forma:

Normais. Estas variantes codificam moléculas de AAT que são normofuncionantes e em concentrações normais. As variantes normais mais comuns são: Pi*M1(Ala213), Pi*M1(Val213), Pi*M2, Pi*M3, Pi*M4. Existem outras variantes normais mas são muito raras.

Deficientes. Estas variantes estão associadas a concentrações de AAT no sangue inferiores ás normais que podem funcionar normalmente ou não. Um 10-15 por cento das variantes identificadas estão associadas com uma deficiência severa de AAT (níveis por debaixo dos considerados protetores—80 mg /dl ou 11µM). A variante mais deficiente mais comum identifica-se como o fenótipo Pi*S, o qual é ligeiramente deficiente. O fenótipo Pi*S, embora seja ligeiramente deficiente, geralmente expressa níveis de sangue por encima dos considerados protetores. Dentro das variantes deficientes severas que expressam níveis por debaixo dos considerados protetores, o fenótipo Pi*Z é o mais frequente, ao qual se lhe adjudica o 96 por cento dos casos diagnosticados com doença pulmonar ocasionada pela Alfa-1. Existem outras variantes deficientes muito raras como: Pi*F, Pi*I, Pi*T, Pi*Mheerlen, Pi*Mmalton, Pi*Mmineralsprings, Pi*Mprocida, Pi*Wbethesda, Pi*I, Pi*Mpalermo, Pi*Mnichinan, Pi*Plovel, Pi*Mduarte, Pi*Siiyama, Pi*Barcelona, Pi*Zausburg, entre outras.

Disfuncionais. Estas variantes produzem ATT em concentrações normais, mas com função alterada (não inibe a eslastase). Os fenótipos disfuncionais são raros. Dois fenótipos disfuncionais são o Pi*Pittsburgh e o Pi*F. O fenotipo Pi*F expressa níveis normais baixos no sangue e junto a alelos deficientes severos como o Z e Nulo, apresentam um alto risco para o desenvolvimento de enfisêma.

Nulo (Null). São variantes raras que se associam a concentrações de AAT indetectáveis no sangue. As variantes nulas identificam-se com o fenotipo Pi*Nulo ou Pi*Null.

Tudo sobre o gene da proteína alfa-1 antitripsina e suas variantes está disponível no seguinte Link dos Institutos Nacionais da Saúde de Estados Unidos:

http://www.ncbi.nlm.nih.gov/entrez/dispomim.cgi?id=107400

OUTRAS PROVAS DE SANGUE

Genótipo. É o estudo sequencial do ADN (ácido desoxirribonucleico). No caso da AAT, implica a identificação da sequência genética dos dois alelos herdados. Para determinar com certeza o fenótipo de algumas pessoas pode ser necessário fazer a prova de fenotipagem. Isto é particularmente certo em presença das variantes que expressam nenhuma ou pouca AAT no sangue, como no caso das variantes Null (Nulas).

Prova de função da proteína AAT. Existe um número reduzido de pacientes que apresentam sintomas pulmonares de origem desconhecido cujos níveis de AAT no sangue são normais, mas a proteína AAT é disfuncional (não tem capacidade de neutralizar a elastase produzida pelo glóbulos brancos). Estes casos são muito raros. Numa situação como esta, o médico pode solicitar ao laboratório que realize a prova que determina se a proteína AAT do paciente é funcional ou não.

DIAGNÓSTICO PRECOCE DO ALFA-1

Um diagnóstico precoce ajudará a que prolongue a esperança de vida das pessoas com Alfa-1, assim como aumentar a sua qualidade de vida ao poder modificar desde o nascimento os fatores meioambientais que incidem nas manifestações do Alfa-1 (Ex. Não fumar).

Um diagnóstico precoce diminui os custos sanitários, evita os tratamentos caros prolongados, assim como as hospitalizações frequentes.

Permite elegir o momento mais adequado para praticar transplantes de orgãos (pulmão, fígado, pulmões e coração), se o caso o requere; e sobre a base do estudo e valoração dos datos radiológicos, anatomopatológicos e clínicos, entre outros das pessoas afetadas para lograr melhores resultados.

Nem todas as pessoas que nascem com deficiência severa da proteína AAT desenvolvem sintomas de doença. Explicar-se-ia pela existência na fenotipagem de genes compensatórios como de longevidade, psicológicos e outros, como também de fatores que ainda se desconhecem sobre a história natural da Alfa-1.

PESSOAS QUE DEVEM CONSIDERAR FAZER-SE A PROVA

Em Outubro de 2003 foram publicadas na revista médica American Journal of Respiratory and Critical Care Medicine as novas normas para o diagnóstico e tratamento da Alfa-1. As pessoas com devem considerar fazer-se a prova para o Alfa-1:

  • Pessoas com DPOC: enfisêma e bronquite crônica

  • Pessoas com asma acompanhada de obstrução de fluxo de are que não reverte completamente depois dum tratamento agressivo com broncodilatadores

  • Pessoas com bronquiectasias

  • Recém nascidos, crianças e adultos com enfermidade hepática crônica sem causa aparente

  • Pessoas com história famíliar de doenças pulmonares ou hepáticas crónicas

  • Casais de pessoas e familiares diagnosticadas com Alfa-1

  • Pessoas com paniculitie ou vasculite C-ANCA positivo

REPRODUÇÃO DE CASAIS

Os afetados podem pedir conselho médico (geneticista) que lhe ajudará a tomar decisões com respeito á reprodução.